Thinking in Design…
Recentemente li o livro Lições de Vida de Richard Branson, que me inspirou bastante, o livro mostra e faz acreditar que as melhores ideias partem de coisas simples e deixa um conselho interessante – “se optar por uma vida segura, nunca provará o sabor da vitória”.
É sem dúvida um dos maiores empreendedores a nível mundial, a prová-lo está o sucesso que a sua empresa goza, A Virgin.
Ser empreendedor está ligado aos termos bastante usados e discutidos actualmente: Criatividade, Design e Inovação.
Os termos “criatividade” e “inovação” trazem-nos a imagem de pessoas individuais, ou agindo enquadradas por instituições, que criam, inventam, inovam, procuram, empreendem, pesquisam, … arriscam!!!
São essas pessoas os verdadeiros “Inovadores” e “Definidores de Tendências”?
Na minha perspectiva para se ser “Inovador”, tem que se acreditar, acima de tudo, em si próprio, tem que se ser optimista, tem que se ter objectivos, tem que se correr riscos, ser “Inovador” é trabalhar arduamente por um objectivo e seguir o caminho. As pessoas inovadoras têm traços de criatividade, rebeldia, foco, perseverança e, principalmente, acreditam naquilo a que se propõem.
Mas empreender em época de recessão não é fácil, mas ser inovador é essencial.
Criatividade é essencial, mas é somente o primeiro passo para a inovação. É preciso também implementação, é preciso colocar as ideias na prática.
O design está a evoluir para um novo campo – design innovation – design thinking – o design das experiências do consumidor: informação, interacção, produtos, ambientes e serviços que requerem cada vez mais inovação. O conceito da experiência da marca é que abriu as portas para este novo pensamento de design.
É essa a filosofia básica da marca Apple, por exemplo – é assim que eles inovam, reinventam as coisas.
É tentar pensar com a cabeça do público, e não com a cabeça da empresa.
O “pensar design” tem sido objecto de estudos e de conferências pelo mundo, e hoje é definido como uma metodologia para resolver problemas complexos e descobrir novas oportunidades e a forma mais efectiva de aproveitá-las. Um processo que qualquer empresa pode utilizar. De modo geral, o processo procura resolver um problema ou uma questão de modo criativo.
As empresas necessitam de sobreviver no mercado por meio de inovação continua, isso faz do design uma ferramenta imprescindível para a sobrevivência económica. O que não deixa mais dúvidas de que a inovação e o design chegaram ao topo das preocupações empresariais.
Bom, acho que já deu para perceber onde quero chegar. “Thinking in Design” é o título deste artigo, é o que tento fazer todos os dias não só como designer ao nível profissional, mas também ao nível pessoal, no dia a dia… é aquilo que faço para perseguir os meus ideias – pensar.
Qualquer pessoa pode ser um design thinker.
O desafio está lançado, cabendo a nós saber aproveitar da melhor forma esta mudança de paradigma. Numa coisa podemos ter a certeza, tudo dependerá da nossa capacidade de se ser empreendedor, e como diz Richard Branson: “Podemos ser tudo aquilo que quisermos ser; podemos realizar tudo aquilo que quisermos de facto fazer. Basta dar o primeiro passo”.
E tu já deste o teu?
Informação sobre o autor:
Inez Borges (1981) vive e trabalha no Porto. Actualmente, trabalha na área web, AEIOU, Grupo Impresa, como Designer Web (sénior). Licenciada em Design de Comunicação em Portalegre, frequenta o Mestrado em Arte Multimédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Apaixonada pela Web, diz que a alegria é o mecanismo do crescimento. “Explora a liberdade de interpretar os teus trabalhos como experiências perfeitas, tentativas, provas e erros. Aceita com calma e permite a ti próprio a alegria de te enganares todos os dias.” – www.inezborges.com
Imagens de Alex Osterwalder e SOCIALisBETTER










Leave your response!