23 Março, 2016

Pedro Abrunhosa

Pedro Abrunhosa

Compositor, autor, escritor de canções, produtor, editor, poeta, músico, … Do Conservatório ao Jazz, formou bandas, tocou em orquestras, partiu em digressões pelo Mundo. Fundou a Escola de Jazz do Porto, a Cool Jazz Orchestra, e a Máquina do Som. Cria os Bandemónio e edita o Viagens em 1994, dando origem a um fenómeno sem precedentes em Portugal. Conta com um total de sete discos de originais, todos escritos e compostos por si, “Viagens”, “Tempo”, “Silêncio”, “Momento”, “Luz”, “Longe” e “Contramão”, os dois últimos acompanhados pelos Comité Caviar.

Pedro Abrunhosa tem ainda inúmeras parcerias internacionais. Caetano Veloso, Maria Bethânia, Maceo Parker, Lenine, Nelly Furtado, entre muitos outros, interpretam canções do Autor. Editou ainda o triplo disco ao vivo “Palco”, e os DVDs “Intimidade” e “Coliseu”. Com uma sólida carreira pautada pelo sucesso, Pedro Abrunhosa acumulou discos de platina e inúmeros prémios, do cinema às conferências. É ainda proprietário do estúdio de gravação BoomStudios, onde produziu os seus dois últimos trabalhos discográficos e onde actualmente são produzidos inúmeros trabalhos nacionais e internacionais. Falar da carreira de Pedro Abrunhosa é falar da História de Portugal dos últimos vinte anos.

É falar de um performer que revolucionou o conceito de espectáculo no nosso país. É falar de um compositor que plantou dezenas de canções nas gargantas dos portugueses, É falar de um músico que contribuiu decisivamente para a dignificação da sua actividade.

O final de 2013 encontrou o músico portuense prestes a lançar para o mercado o seu novo trabalho “Contramão” ao mesmo tempo que se aproximava o vigésimo aniversário de um dos discos mais relevantes do Portugal do pós 25 de Abril, “Viagens”, editado em 1994. O novo disco rapidamente colidiu com o coração do público nacional atingindo o galardão de Platina de forma praticamente instantânea. Do leque de canções que constituem “Contramão” emergiu naturalmente “Para os Braços da Minha Mãe”, tema partilhado com o fadista Camané. A canção aborda a nova emigração, um dos fenómenos mais avassaladores da sociedade portuguesa actual, não tendo deixado indiferente quem partiu e quem ficou. A apresentação de “Contramão” correu todo o território nacional, passando além fronteiras por Paris, Luxemburgo e New Bedford.